terça-feira, 12 de junho de 2012

Paulinho da Viola


PAULINHO DA VIOLA
O grande Compositor Portelense estará no Carnegie Hall - Nova York (EUA)
28/11/2012
- Seleção de Sambas e Choros -
Stern Auditorium

PORTELA na Rio+20


A Portela faz uma grande show nesta quarta-feira (13), a partir das 17h30m, na abertura da Rio+20, que é a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

A azul e branco de Oswaldo Cruz contará com um elenco de mais de 300 artistas: Bateria, Baianas, Harmonia, Ala das Damas, Passistas, Casais de mestre-sala e porta-bandeira, Intérpretes, Comissão de Frente, Departamento Feminino e entre eles estarão grandes portelenses como: Monarco, Tia Surica, Tia Dodô e Jerônimo da Portela. Quem assina a parte artística do show é o coreografo da Portela, Márcio Moura.

A Rio+20 é assim conhecida porque marca os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e deverá contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas. A proposta brasileira de sediar a Rio+20 foi aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em sua 64ª Sessão, em 2009.

O objetivo da Conferência é a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes.

É a velha PORTELA sempre na vanguarda!

Dodô


Dodô, maior ícone vivo da bela história da PORTELA tem a nossa solidariedade!

São 80 anos de Majestade do Samba, com muito orgulho e acima de tudo dedicação, amor e garra pela Portela.
 
Como todos os Portelenses e sambistas que já foram a Portela, com a conclusão da reforma custeada pela Prefeitura, Dodô, de 92 anos, a grande dama da Portela, ficou sem o espaço, onde comercializava produtos da Portela e recebia visitantes em dias de eventos.

O COMPOSITORES DA PORTELA BLOG desde já e sempre, se solidariza com a Dodô e espera que nossa diretoria encontre uma solução digna e da altura deste e talvez único em todas as Escolas de Samba!

Maria das Dores Rodrigues, a Dodô da Portela, desfilou como porta-bandeira da Portela de 1935 a 1966. No Carnaval de 1994, desfilou com madrinha de bateria, onde conquistou o Estandarte de Ouro na categoria Personalidade do Ano. Em 2009, foi homenageada, com outras personalidades do samba, no documentário Velhas Guardas, de Joatan Berbel.

Dodô, estaremos sempre contigo!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Wilson Moreira

Feira das Yabás (Junho 2012)

Tia Surica confessa que vai à feira só para comer e sambar | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia

O evento já faz parte da tradicional cultura carioca, a Feira das Yabás!

O local, nada mais indicado do que a Praça Paulo da Portela, em Oswaldo Cruz, terra da Majestade do Samba. A cada segundo domingo do mês, a dica é seguida ao pé da letra por milhares de pessoas, que virou mania entre cariocas da Zona Sul, da Zona Oeste e até moradores de outros municípios.

Só ontem, foram mais de quatro mil pessoas ao evento. E a tendência é aumentar. A feira reúne matriarcas do samba: ‘tias’ de famílias tradicionais da Zona Norte que fazem pratos da culinária negra, como a Rabada da Tia Neném, e o Mocotó e aipim com carne seca da Tia Surica.

- Eu faço frango com quiabo. A receita tem mais de 70 anos, é da minha avó. Começo a preparar na tarde de sábado. Não sobra nada”, conta Rosemari da Cruz, 49 anos, uma das yabás.

Com tanta feijoada, peixada, caldo e doces, ainda sobra espaço para o verdadeiro samba!

-  Se não tem música, perde a graça. O casamento perfeito é o samba e a comida. As pessoas se sentem como no quintal de casa, diz o portelense Marquinhos de Oswaldo Cruz.

Mais uma vitória do Samba!

domingo, 10 de junho de 2012

Ernani Alvarenga


Ernani Alvarenga, ou somente Alvarenga, foi Compositor Portelense, cantor e instrumentista.

Nasceu no bairro da Barra Funda, em São Paulo. Mudou-se para o Rio de Janeiro aos quatro anos.

Inicalmente aprendeu cavaquinho e aos 13 anos já atuava em regional.

Compôs sua primeira música aos 14 anos de idade.

Ao lado de Paulo Benjamim de Oliveira (Paulo da Portela) foi um dos fundadores do Grêmio Recreatico e Escola de Samba Portela., que unificou os blocos Baianinhas, Quem nos faz é o capricho, Vai como pode e Bloco Conjunto de Oswaldo Cruz, sendo este último, o qual fazia parte.

Tocava cavaquinho e quatro e cinco cordas.

Aperfeiçou-se em cavaquinho tendo aulas com Luperce Miranda.

Pertenceu à ala de compositores da Portela. Atuou como integrante da Velha da Guarda da Portela tocando cavaquinho e cantando.

Em 1931, o bloco Vai Como Pode desfilou na Praça Onze com um samba de sua autoria: "Dinheiro não há". Este samba, mais tarde, ganhou uma segunda parte composta por Benedito Lacerda e posteriomente foi gravado por Leonel Faria com o nome de "Lá vem ela chorando (dinheiro não há)".

Em 1977 Beth Carvalho gravou "Lá vem ela chorando (dinheiro não há)" (Alvarenga e Benedito Lacerda). A mesma cantora interpretou também outra composição de sua autoria: "Salário mínimo".

Em 2002 foi lançado o livro "Velhas Histórias, memórias futuras" (Editora Uerj) de Eduardo Granja Coutinho, livro no qual há várias referências ao compositor.

Em 2003 Vanessa da Mata incluiu no repertório de seu show no Espaço Arpoador uma composição de sua autoria: "Derramando lágrimas", em parceria com Délcio Carvalho.

Obra:
  • Aumento de salário (c/ Paquito)
  • Chegues a granel (c/ Paquito)
  • Derramando lágrimas (c/ Délcio Carvalho)
  • Dinheiro não há
  • Lá vem ela chorando (c/ Benedito Lacerda)
  • Salário mínimo
  • Seu Aristeu (c/ Paquito)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Waldir 59 (Documentário)


Waldir 59

Para conhecedores do verdadeiro SAMBA é tido como uma das lendas vivas do Mundo do Samba! 

Waldir de Souza, o Waldir 59, sua elegância, sempre lembrada pelas pastoras portelenses (como acontece no filme "O mistério do samba", produzido pela portelense Marisa Monte), é uma das características que preserva aos 84 anos. É o mais antigo sócio vivo da Portela — Casquinha tem 89, mas chegou depois à escola.

Um documentário pretende contar a rica história de Waldir. Ao lado do concunhado e grande amigo Candeia, Waldir venceu cinco disputas de samba-enredo na Portela, sendo campeão do carnaval em 1957, e 1959.  É tido como o melhor diretor de harmonia das oito décadas de desfiles, tendo ganhado em 1991 um Estandarte de Ouro como personalidade do carnaval.

— É um emblema do próprio samba. E o filme vai permitir que, assim como eu, as pessoas se apaixonem — diz Anita Ekman Simões, de 27 anos, que dirigirá o documentário ao lado de Alberto Bellezia, cinegrafista que trabalhou com Walter Salles ("Diários de motocicleta", "Abril despedaçado", "Central do Brasil") e outros cineastas.

O apartamento que recebeu em seus tempos de ferroviário. Diz que virou o "anjo número 60".

— Havia outros dois Waldir na Ala dos Impossíveis, da Portela, e eu passei a ser o 59 porque era o número da minha casa. Depois começaram a dizer que eu tinha 59 mulheres — diz Waldir, rindo com orgulho do apelido. — Tive muitas namoradas mesmo. Teve um dia em que sete se juntaram para me dar uma lição e eu tive que lutar para salvar minha camisa de seda. 

Planos de CD e show

O objetivo de Anita visa além de olhar para o passado de Waldir.  O compositor portelense cantou 40 sambas próprios, quase todos inéditos, pois sua obra gravada só visa os sambas-enredo. O mais conhecido, "Riquezas do Brasil" (1956), teve, entre as versões, uma de Zeca Pagodinho em 2002. E continua compondo.

Anita, que está montando uma estrutura de crowdfunding (pessoas contribuem em troca de vantagens quando o projeto se concretiza) para viabilizar o filme, também planeja um CD de Waldir e acertou a participação dele, em agosto, num show ao ar livre na Lapa comandado pelo pandeirista Sergio Krakowski.

— Não gostava de cantar. Minha voz era pequena e, no passado, havia vozeirões como Jamelão, Xangô e Toco — afirma Waldir, que jamais integrou o grupo de shows da Velha Guarda da Portela.

— Como diretor de harmonia, ele criou o andamento da Portela, deu uma cara a  Escola — exalta a carnavalesca Maria Augusta, relativizando o papel de Waldir em outras escolas, como a Unidos da Tijuca. — Há pessoas que não conseguem deixar de ser a escola de origem.

E Waldir já estava na Portela quando, numa determinação de um delegado,  obteve este nome, pois se chamava Vai Como Pode. E estava em outros momentos marcantes, como quando Candeia, após perseguir um caminhão, tomou os tiros que o deixaram paralítico. E na criação do Quilombo, a dissidência que o amigo fundou em 1975 após romper com a Portela.

— Mas sempre fui de alegria, nada de tristeza — diz.

O COMPOSITORES DA PORTELA BLOG, parabeniza e está sempre colocando-se a disposição para divulgar este importante documentário.  PARABÉNS WALDIR 59!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Feira das Yabás

David Corrêa (Sambas)



Um dos maiores nomes desta maravilhosa Ala de Compositores!

Em 1972, ingressou na Ala de Compositores da PORTELA. No ano seguinte, seu samba "Passárgada, o amigo do rei", foi escolhido para representar a escola no carnaval daquele ano, classificando-a em 4° lugar.

Em 1975, "Macunaíma", foi vencedor do samba-enredo de sua autoria em parceria com Norival Reis.

Em 1976, lançou pela Polydor o seu primeiro LP "Menino Bom". Neste disco, interpretou "Menino bom", de Romildo e Carlito Cavalcanti, e várias composições de Gracia do Salgueiro: "De onde vem o dinheiro", "Tá tudo aí", "Senta aí vovó" e "Que dança é essa". Ainda neste trabalho, lançou várias composições de sua autoria como "Morena", "Navio velho", "Cordel" e "Velhos carrilhões", todas em parceria com Toninho Nascimento, além de outras músicas em parceria com Bebeto di São João, Joel Menezes e Norival Reis.

Em 1981, gravou pela Top Tape outro disco, o LP "Lição de Malandragem", no qual interpretou, entre outras, "Economia", em parceria com Noca da Portela.

Em 1988, Agepê interpretou "Amor atrevido" (David Corrêa, Mauro do Cavaco e Neide Telma), no disco "Canto pra gente cantar", lançado pela gravadora Philips, e Elza Soares incluiu no disco "Voltei", lançado pela RGE, a composição "Bom dia, Portela", de David Corrêa em parceria com Bebeto di São João.

Almir Guineto, no ano de 1989, gravou "Barquinho branco"(David Corrêa), incluindo-a no disco "Jeito de amar", lançado pela RGE e, em 1991, no disco "De bem com a vida", interpretou "O que passou, passou", parceria de David Corrêa com Vicente Mattos.

No ano 2000, juntamente com Jorge Aragão, Zédi, Baianinho e Noca da Portela, participou do show do encerramento do século e do milênio na Praia da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. No final do ano de 2001, ao lado de Carlos Dafé, Luiz Melodia, entre outros artistas, participou da festa de réveilon na Praia da Moreninha, em Paquetá, no Rio de Janeiro.

Em 2002 a Portela levou para a avenida o samba-enredo seu em parceria com Grillo e Naldo,  "Amazonas, esse desconhecido! (Delírios do Eldorado Verde)".

Parabéns David!