terça-feira, 8 de novembro de 2011

Alberto Lonato

O portelense Alberto Lonato era Compositor, Instrumentista e Cantor.

Criado na Rua Quintão nº 363, em Quintino Bocaiúva, subúrbio do Rio de Janeiro. A casa pertencia a Madalena Rica, conhecida como Madalena Xangô de Ouro, mãe-de-santo respeitada, que recebia diversos sambistas em sua casa. Nestas reuniões, compareciam Paulo da Portela, Heitor dos Prazeres, Licurgo, Claudionor e Zé da Costa, entre outros que fundaram o bloco Vai Como Pode em 1928, antecessor da Portela. Mais tarde, nesta mesma casa, aconteceram as primeiras reuniões para a fundação da Portela, sendo freqüentada por várias pessoas ligadas ao samba: os compositores do Estácio, da Mangueira e ainda Pixinguinha e Zé Espinguela. Neste ambiente cresceu Alberto Lonato, que mais tarde se mudou para o bairro do Sapê, depois com o nome alterado para Rocha Miranda, passando a freqüentar as festas do seu Napoleão (pai de Natal da Portela).

Tendo como profissão Lustrador de móveis, aprendeu a tocar pandeiro observando outros ritmistas.

Em 1941, entrou para a Portela, passando a fazer parte da Ala dos Compositores.

Sua composição de maior sucesso foi "Sofrimento de quem ama", gravada no disco "Portela, passado de glória", da Velha-Guarda da Portela. O disco foi produzido por Paulinho da Viola para a gravadora RGE em 1970. Anos mais tarde, Clara Nunes viria a regravar este samba.

Em 1971, compôs "Não pode ser verdade".

Clara Nunes gravou no LP "Brasil mestiço", uma composição de sua autoria, "Peixe com coco" (c/ Josias e Maceió do Cavaco), em 1980. A música foi um dos grandes sucessos da carreira da cantora.

No ano de 1986, fazendo parte da Velha Guarda da Portela, gravou o disco "Doce recordação" pelo selo Office Sambinha. O LP foi produzido por Katsunori Tanaka e somente lançado no mercado japonês. Neste LP tocou pandeiro e interpretou várias composições, inclusive de sua autoria "Esqueça". Dois anos mais tarde, Beth Carvalho regravou no LP "Alma do Brasil" , a composição "Esqueça".

No ano de 1989 a composição "Com lealdade", de sua autoria, foi gravada por Paulinho da Viola.

Em 1995, Paulo César Pinheiro produziu o CD "Clara Nunes com vida". Neste disco em homenagem à cantora, foram reunidos 14 sucessos da cantora, dentre eles "Peixe com coco", remasterizada e acrescida à voz de Martinho da Vila. Participou, ao lado de Mijinha, Chico Santana, Iara, Armando Santos, Manacéia, Monarco, Aniceto, Vicentina, Antônio Caetano, Alcides Lopes e Cláudio, da Velha-Guarda dos compositores da Portela.

No ano de 1994, após sofrer um derrame, teve que se afastar das apresentações do grupo, porém continuou desfilando pela escola até a sua morte, em 1998.

No ano 2000 a gravadora Nikita Music lançou para o mercado brasileiro o disco "Doce recordação" (Velha Guarda da Portela).

Em 2002, foi lançado o livro "Velhas histórias, memórias futuras" (Editora Uerj) de Eduardo Granja Coutinho, livro no qual o autor faz várias referências ao compositor. Em 2003, Monarco e Velha Guarda da Portela interpretaram seu maior sucesso: "Peixe com coco" (c/ Josias e Maceió do Cavaco), no CD "Um ser de luz - saudação à Clara Nunes".

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