terça-feira, 9 de julho de 2019
segunda-feira, 8 de julho de 2019
domingo, 7 de julho de 2019
PORTELA 2009 (Comissão de Frente)

O desafio do Rei Arthur na Avenida
Bailarino tinha que fazer acrobacia e saltar sobre a Távola Redonda, que estava toda rachada…
A melhor comissão de frente de 2009 foi a da Portela. Além de apresentar a melhor coreografia integrada ao enredo “E por falar em amor, onde anda você?”, o Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda foram obrigados a superar os maiores desafios que surgiram, inesperadamente, na Avenida.
Tudo começou por volta de 18h30 de Segunda-Feira de Carnaval, com um telefonema vindo da Concentração. O então diretor Marcos Falcon informou ao barracão que a mesa redonda que seria usada pelo Rei Arthur e seus fieis cavaleiros da comissão de frente sofrera um acidente no transporte para a Avenida.
Na queda, a chapa de acrílico vermelho que revestia todo o tampo, tinha quebrado. Havia rachaduras na maioria das doze seções, onde os cavaleiros encaixariam seus escudos durante a performance. E o pior: uma das partes mais afetadas era o centro da Távola, onde o Rei se ergueria para saudar o público e apresentar a Escola.
PÂNICO – O coreógrafo Jorge Texera (é sem o i mesmo) ainda se encontrava no barracão conferindo as fantasias que seriam enviadas para o hotel onde os dançarinos estavam concentrados. Com a ajuda de diretores, conseguiu localizar o cenógrafo Glauco Bernardi, que fizera a decoração da Távola (e foi responsável pela criação da Águia). Os dois partiram para a Concentração com o objetivo de avaliar a gravidade dos danos.
Sem que houvesse tempo e material disponíveis para reconstruir o tampo quebrado, a única saída seria colá-lo, esperar a cola secar e disfarçar as rachaduras. A dúvida seria onde encontrar uma loja aberta àquela hora (já passava das 19h30), em pleno Carnaval.
Enquanto o coreógrafo partia para o hotel, a fim de alertar os dançarinos sobre o que estava acontecendo, o cenógrafo entrou no seu automóvel e foi tentar a sorte no comércio mais próximo do Centro. Encontrou um hipermercado ainda aberto, a poucos metros da quadra do Salgueiro, já no Andaraí. Lá, comprou caixas de durepóxi e uma fita adesiva usada em reparos de pranchas de surf, a silver paper.
O tampo da mesa (que também servia de encosto para o trono do Rei Arthur) foi todo restaurado com durepóxi e silver paper. As rachaduras foram disfarçadas com galões dourados, que passaram a servir de adornos. A expectativa agora seria a resistência da chapa, sobre a qual o Rei era jogado pelos cavaleiros no clímax da coreografia. Se o bailarino Thiago Soares pisasse fora do aro de ferro da parte central, certamente afundaria com o acrílico partido em plena Avenida, diante dos julgadores e do público.
O problema era tão sério que se cogitou a possibilidade de a comissão de frente abandonar a Távola Redonda num canto e seguir sem ela. Os riscos, porém, seriam muito maiores, pois ela era a base de toda a coreografia.
EMOÇÕES – Os reparos da mesa ficaram prontos por volta de 23 h – menos de duas horas antes de a Portela iniciar o seu desfile. Durante todo esse tempo, Texera e os cavaleiros ensaiaram a colocação de Thiago no centro da Távola, para que o bailarino memorizasse o local exato de onde deveria pisar e distribuir os seus 76 kg. Tudo com muito cuidado, pois a cola ainda estava molhada, sem a consistência necessária para suportar qualquer impacto.
Nos últimos quatro desfiles, aquela foi a primeira vez que Glauco nem teve tempo de olhar a sua Águia. Tenso, caminhava ao lado da comissão de frente, torcendo para que a mesa resistisse. Texera não estava menos nervoso. Mas, depois da exibição diante dos julgadores do Módulo 1 teve a certeza de que nada mais aconteceria.
O salto de Thiago para o centro do tampo foi repetido inúmeras vezes ao longo do desfile. Com a habilidade e o talento que o elevaram à posição de 1o Bailarino do Royal Ballet de Londres, seus movimentos foram sempre perfeitos e seguros.
Dias depois, descontraído e orgulhoso pelas três notas máximas no quesito, Texera sorria aliviadamente e revelava:
– No Sábado das Campeãs foi pior ainda. A cola e a fita cederam de vez. O tampo estava solto, praticamente. Mas o Thiago já estava tão treinado de onde deveria pisar, que já fazia isso até de olhos vendados.

Se o público soubesse o que estava acontecendo, certamente aplaudiria em dobro
Fonte: brasilfestasefolias.com.br - Cláudio Vieira
sábado, 6 de julho de 2019
Feijoada Original do Mundo do Samba (Site G1)

Tia Surica não está mais à frente da Feijoada da Portela.
Tradicional evento que ocorre todo 1º sábado do mês deverá ser assumido por uma empresa terceirizada. Festa foi idealizada por Surica e outros integrantes da Velha Guarda da agremiação há 16 anos.
Tia Surica não está mais à frente das panelas da tradicional Feijoada da Família Portelense. Dirigentes da escola de samba comunicaram à matriarca, esta semana, que não poderiam mais "bancar" a feijoada, como explicou a própria baluarte ao G1, na sexta-feira (5).
"Me chamaram na Portela dizendo que não tinham mais condições de 'bancar' a feijoada. Há mais de doze anos (16 anos, segundo a escola), eu, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Áurea e Cristino idealizamos o evento. Mas eu vivo pra Portela!", resumiu Tia Surica.
Com certo tom de lamento, a matriarca da Azul e Branca de Madureira e Oswaldo Cruz, bairros da Zona Norte do Rio, frisou que o evento na Portela vai continuar ocorrendo todo primeiro sábado do mês, só que ela não estará mais à frente do banquete.
Em vez disso, Tia Surica contou que será uma empresa terceirizada a organizar a festa. A mudança foi antecipada pelo jornal Meia Hora, também na sexta.
Ao G1, a assessoria da Portela enviou um posicionamento do presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, sobre a saída da matriarca da organização da feijoada.
"Tia Surica nunca vai ser afastada de nada na Portela. Ela é nossa Matriarca, pastora da Velha Guarda Show, baluarte, membro do Conselho Deliberativo e presidente de ala. O que está havendo está absolutamente inserido no contexto da crise econômica do carnaval e da crise brasileira. É uma crise de mercado", justificou Magalhães.
Segundo a explicação do presidente, a rede de supermercados que fornecia as carnes para a feijoada deixou de contribuir com a festa. Com isso, Magalhães afirmou que a realização do evento nos moldes anteriores ficou "inviável".
"Tia Surica foi chamada para uma reunião, informada sobre a situação e, juntamente com a diretoria, encontrou-se um novo formato viável para a feijoada e que contempla a equipe da Tia Surica, que faz a feijoada", disse o presidente da agremiação.
O G1 apurou que, mesmo deixando de coordenar a feijoada, Tia Surica deverá receber da escola uma espécie de "compensação" financeira, já que nos últimos 16 anos o nome da baluarte e do evento praticamente se fundiram.
Evento mais importante da Portela
A Feijoada da Família Portelense é considerado o evento mais importante promovido pela Portela. Ocorre desde 2003.
O banquete deste sábado (6), inclusive, está confirmado e terá shows de Sombrinha, Thais Macedo e da Velha Guarda da escola. A bateria da escola tocará no encerramento do evento.
E se engana quem acha que Tia Surica ficará parada. Mesmo saindo da organização da feijoada na Portela, a matriarca vai continuar a organizar as próprias festas Rio afora, o que já ocorria de forma itinerante.
No último sábado de julho, dia 27, por exemplo, vai ser inaugurada a roda de samba da matriarca, no Engenhão, no Engenho de Dentro.
Ao evento, irão alguns outros integrantes da Velha Guarda da Portela e, claro, terá feijoada. Também deverá participar da roda o sambista Dudu Nobre.
Por Nicolás Satriano
06/07/2019 07h00
sexta-feira, 5 de julho de 2019
quinta-feira, 4 de julho de 2019
quarta-feira, 3 de julho de 2019
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