
sábado, 9 de junho de 2012
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Waldir 59 (Documentário)
Waldir de Souza, o Waldir 59, sua elegância, sempre lembrada pelas pastoras portelenses (como acontece no filme "O mistério do samba", produzido pela portelense Marisa Monte), é uma das características que preserva aos 84 anos. É o mais antigo sócio vivo da Portela — Casquinha tem 89, mas chegou depois à escola.
Um documentário pretende contar a rica história de Waldir. Ao lado do concunhado e grande amigo Candeia, Waldir venceu cinco disputas de samba-enredo na Portela, sendo campeão do carnaval em 1957, e 1959. É tido como o melhor diretor de harmonia das oito décadas de desfiles, tendo ganhado em 1991 um Estandarte de Ouro como personalidade do carnaval.
— É um emblema do próprio samba. E o filme vai permitir que, assim como eu, as pessoas se apaixonem — diz Anita Ekman Simões, de 27 anos, que dirigirá o documentário ao lado de Alberto Bellezia, cinegrafista que trabalhou com Walter Salles ("Diários de motocicleta", "Abril despedaçado", "Central do Brasil") e outros cineastas.
O apartamento que recebeu em seus tempos de ferroviário. Diz que virou o "anjo número 60".
— Havia outros dois Waldir na Ala dos Impossíveis, da Portela, e eu passei a ser o 59 porque era o número da minha casa. Depois começaram a dizer que eu tinha 59 mulheres — diz Waldir, rindo com orgulho do apelido. — Tive muitas namoradas mesmo. Teve um dia em que sete se juntaram para me dar uma lição e eu tive que lutar para salvar minha camisa de seda.
Planos de CD e show
O objetivo de Anita visa além de olhar para o passado de Waldir. O compositor portelense cantou 40 sambas próprios, quase todos inéditos, pois sua obra gravada só visa os sambas-enredo. O mais conhecido, "Riquezas do Brasil" (1956), teve, entre as versões, uma de Zeca Pagodinho em 2002. E continua compondo.
Anita, que está montando uma estrutura de crowdfunding (pessoas contribuem em troca de vantagens quando o projeto se concretiza) para viabilizar o filme, também planeja um CD de Waldir e acertou a participação dele, em agosto, num show ao ar livre na Lapa comandado pelo pandeirista Sergio Krakowski.
— Não gostava de cantar. Minha voz era pequena e, no passado, havia vozeirões como Jamelão, Xangô e Toco — afirma Waldir, que jamais integrou o grupo de shows da Velha Guarda da Portela.
— Como diretor de harmonia, ele criou o andamento da Portela, deu uma cara a Escola — exalta a carnavalesca Maria Augusta, relativizando o papel de Waldir em outras escolas, como a Unidos da Tijuca. — Há pessoas que não conseguem deixar de ser a escola de origem.
E Waldir já estava na Portela quando, numa determinação de um delegado, obteve este nome, pois se chamava Vai Como Pode. E estava em outros momentos marcantes, como quando Candeia, após perseguir um caminhão, tomou os tiros que o deixaram paralítico. E na criação do Quilombo, a dissidência que o amigo fundou em 1975 após romper com a Portela.
— Mas sempre fui de alegria, nada de tristeza — diz.
O COMPOSITORES DA PORTELA BLOG, parabeniza e está sempre colocando-se a disposição para divulgar este importante documentário. PARABÉNS WALDIR 59!
quinta-feira, 7 de junho de 2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
David Corrêa (Sambas)
Um dos maiores nomes desta maravilhosa Ala de Compositores!
Em 1972, ingressou na Ala de Compositores da PORTELA. No ano seguinte, seu samba "Passárgada, o amigo do rei", foi
escolhido para representar a escola no carnaval daquele ano, classificando-a em
4° lugar.
Em 1975, "Macunaíma", foi vencedor do samba-enredo de sua autoria em parceria com Norival
Reis.
Em 1976, lançou pela Polydor o seu primeiro LP "Menino Bom". Neste disco, interpretou "Menino bom", de Romildo e Carlito Cavalcanti, e várias composições de Gracia do Salgueiro: "De onde vem o dinheiro", "Tá tudo aí", "Senta aí vovó" e "Que dança é essa". Ainda neste trabalho, lançou várias composições de sua autoria como "Morena", "Navio velho", "Cordel" e "Velhos carrilhões", todas em parceria com Toninho Nascimento, além de outras músicas em parceria com Bebeto di São João, Joel Menezes e Norival Reis.
Em 1981, gravou pela Top Tape outro disco, o LP "Lição de Malandragem", no qual interpretou, entre outras, "Economia", em parceria com Noca da Portela.
Em 1988, Agepê interpretou "Amor atrevido" (David Corrêa, Mauro do Cavaco e Neide Telma), no disco "Canto pra gente cantar", lançado pela gravadora Philips, e Elza Soares incluiu no disco "Voltei", lançado pela RGE, a composição "Bom dia, Portela", de David Corrêa em parceria com Bebeto di São João.
Almir Guineto, no ano de 1989, gravou "Barquinho branco"(David Corrêa), incluindo-a no disco "Jeito de amar", lançado pela RGE e, em 1991, no disco "De bem com a vida", interpretou "O que passou, passou", parceria de David Corrêa com Vicente Mattos.
No ano 2000, juntamente com Jorge Aragão, Zédi, Baianinho e Noca da Portela, participou do show do encerramento do século e do milênio na Praia da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. No final do ano de 2001, ao lado de Carlos Dafé, Luiz Melodia, entre outros artistas, participou da festa de réveilon na Praia da Moreninha, em Paquetá, no Rio de Janeiro.
Em 2002 a Portela levou para a avenida o samba-enredo seu em parceria com Grillo e Naldo, "Amazonas, esse desconhecido! (Delírios do Eldorado Verde)".
Em 1976, lançou pela Polydor o seu primeiro LP "Menino Bom". Neste disco, interpretou "Menino bom", de Romildo e Carlito Cavalcanti, e várias composições de Gracia do Salgueiro: "De onde vem o dinheiro", "Tá tudo aí", "Senta aí vovó" e "Que dança é essa". Ainda neste trabalho, lançou várias composições de sua autoria como "Morena", "Navio velho", "Cordel" e "Velhos carrilhões", todas em parceria com Toninho Nascimento, além de outras músicas em parceria com Bebeto di São João, Joel Menezes e Norival Reis.
Em 1981, gravou pela Top Tape outro disco, o LP "Lição de Malandragem", no qual interpretou, entre outras, "Economia", em parceria com Noca da Portela.
Em 1988, Agepê interpretou "Amor atrevido" (David Corrêa, Mauro do Cavaco e Neide Telma), no disco "Canto pra gente cantar", lançado pela gravadora Philips, e Elza Soares incluiu no disco "Voltei", lançado pela RGE, a composição "Bom dia, Portela", de David Corrêa em parceria com Bebeto di São João.
Almir Guineto, no ano de 1989, gravou "Barquinho branco"(David Corrêa), incluindo-a no disco "Jeito de amar", lançado pela RGE e, em 1991, no disco "De bem com a vida", interpretou "O que passou, passou", parceria de David Corrêa com Vicente Mattos.
No ano 2000, juntamente com Jorge Aragão, Zédi, Baianinho e Noca da Portela, participou do show do encerramento do século e do milênio na Praia da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. No final do ano de 2001, ao lado de Carlos Dafé, Luiz Melodia, entre outros artistas, participou da festa de réveilon na Praia da Moreninha, em Paquetá, no Rio de Janeiro.
Em 2002 a Portela levou para a avenida o samba-enredo seu em parceria com Grillo e Naldo, "Amazonas, esse desconhecido! (Delírios do Eldorado Verde)".
Parabéns David!
Marquinhos de Oswaldo Cruz
Marquinhos de Oswaldo Cruz recebe bamba no Bar da Boa!
Na próxima quinta-feira, dia 7 de junho, o projeto "Bambas da Boa" tem sua nona edição no Bar da Boa Show. Desta vez, Marquinhos de Oswaldo Cruz recebe a participação especial do mestre Almir Guineto.
Serviço:
Local: Bar da Boa Show
Endereço: Av. Mem de Sá, 69 - Lapa
Horário:22h
Preço:R$20 (masculino) e R$10 (feminino)
Formas de pagamento: Dinheiro, Cartões Visa e Master (Débito e Crédito)
Informações:(21) 2221-2542
Capacidade:110 pessoas
Censura:18 anos
Local: Bar da Boa Show
Endereço: Av. Mem de Sá, 69 - Lapa
Horário:22h
Preço:R$20 (masculino) e R$10 (feminino)
Formas de pagamento: Dinheiro, Cartões Visa e Master (Débito e Crédito)
Informações:(21) 2221-2542
Capacidade:110 pessoas
Censura:18 anos
segunda-feira, 4 de junho de 2012
domingo, 3 de junho de 2012
sábado, 2 de junho de 2012
Mauro Duarte
Compositor, cantor e ator, entrou para a Ala de Compositores da Portela em 1972.
Em 1933, mudou-se com a família para o bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. Desde cedo freqüentou os blocos carnavalescos de Botafogo e adjacências, como compositor e ritmista, fazendo parte do núcleo de sambista do bairro.
Em 1933, mudou-se com a família para o bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. Desde cedo freqüentou os blocos carnavalescos de Botafogo e adjacências, como compositor e ritmista, fazendo parte do núcleo de sambista do bairro.
Em 1947 conheceu Walter Alfaiate como também outros compositores do bairro e fez parte da geração que incluía Mical, Zorba Devagar, Niltinho Tristeza, geração que viria a influenciar outro jovem compositor, também de Botafogo, Paulinho da Viola.
Participou também do grupo de samba Os Autênticos, entre os anos de 1966 e 1968, integrado ainda por Noca da Portela, Adélcio Carvalho, Eli Campos e Walter Alfaiate.
Em 1967, substituindo Paulinho da Viola, passou a integrar o conjunto Os Cinco Crioulos, ao lado de Elton Medeiros, Anescarzinho do Salgueiro, Nelson Sargento e Jair do Cavaquinho. O grupo gravou três LPs pela Odeon entre os anos de 1967 e 1969, fazendo shows de lançamento por vários estados.
Em 1970, Elizete Cardoso gravou "Lamentação", de sua autoria, para ser lançada no carnaval. Neste mesmo ano, Paulinho da Viola regravou a composição. Ainda em 1970, conheceu Clara Nunes que viria a ser a principal intérprete. No ano seguinte, Paulinho da Viola gravou "Reclamação", parceria de ambos e "Cuidado, teu orgulho te mata", parceria com Walter Nunes, depois conhecido como Walter Alfaiate.
A cantora Eliana Pittman, em 1974, gravou "Motivação", (c/ Noca da Portela).
No ano de 1976 Clara Nunes, no LP "Clara" interpretou "Canto das três raças" (c/ Paulo César Pinheiro) e "Lama". Sobre a composição "Lama" Paulo César Pinheiro escreveu um comentário no encarte do mesmo LP: "Há muitos anos o Mauro cruzou com o Ataulfo Alves num botequim de Botafogo e mostrou esse samba ao mestre a fim de uma gravação sua. Ataulfo botou aquela mão enorme que ele tinha no ombro do malandro e disse: - ô mulato, o samba é grande. Mas vou te ser honesto. Se eu gravar, vão dizer que é meu. E ninguém vai falar de você. Mas garanto que um dia você grava. Ninguém vai desperdiçar uma maravilha dessa".
Em 1977, no LP "As forças da natureza", Clara Nunes interpretou "Perdão" (c/
Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro). Neste mesmo ano, no LP "Espelho", João
Nogueira incluiu "Desengano", parceria de ambos, e "Samba do amor", esta última
em parceria com João Nogueira e Gisa Nogueira.
No ano seguinte, Vania Carvalho
(irmã de Beth Carvalho) regravou "Lamentação" e João Nogueira gravou "Bate boca"
(c/ Walter Nunes), no disco "Vida boemia".
No ano de 1979, no disco "Esperança", Clara Nunes gravou "Contentamento" (c/ Paulo César Pinheiro). Neste mesmo ano, no LP "Zumbido", Paulinho da Viola interpretou "Foi demais", parceria de ambos.
Em 1980, foi a vez de Noca da Portela no disco "Mãos dadas", regravar "A alegria continua". No mesmo ano, Clara Nunes incluiu no LP "Brasil mestiço" as composições "Coração em chamas" (c/ Elton Medeiros) e "Brasil mestiço, santuário da fé" (c/ Paulo César Pinheiro).
A mesma cantora, em 1981,
gravou com a participação especial da Velha-Guarda da Portela, a composição
"Portela na avenida" (c/ Paulo César Pinheiro) e "Coroa de areia" (c/ Paulo
César Pinheiro). Ainda neste ano, Paulinho da Viola gravou "A M O R amor",
parceria com Walter Nunes.
Em 1983, Alcione, no disco "Alma e corações", interpretou, de sua autoria com Paulo
César Pinheiro e João Nogueira, "Um ser de luz".
No ano de 1985, gravou com Cristina Buarque um LP independente, "Cristina e
Mauro Duarte", pelo Selo Coomusa (Cooperativa Mista dos Músicos Profissionais do
Rio de Janeiro), "A alegria continua", com Noca da Portela e outras em
parceria com Maurício Tapajós, Walter Nunes e Paulo César Pinheiro.
Eis aí, um pouco deste grande Compositor Portelense!
sexta-feira, 1 de junho de 2012
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