sábado, 29 de junho de 2013

PORTELA é Brasil

Paulo da PORTELA (Olha assim)


 
Olha assim
Paulo da PORTELA
Canta:  Clementina de Jesus

Claudionor - Discipulos (Passistas)


 
A PORTELA completou em 2013, 90 anos de serviços prestados ao SAMBA Brasileiro!
 
A Escola de Oswaldo Cruz, sempre foi um gigantesco celeiro de grandes passistas. Vistos as décadas de 50/60/70.
 
Nossos passistas, conforme registros de época e alguns aqui no BLOG mostrados, eram esperados pelo grande público presente,para aplaudi-los.  Estes sambistas eram de grande importância, no desfile da PORTELA.  O que seria dos cortejos sem as suas evoluções? 
 
 
 
A arte de mostrar o verdadeiro samba, aonde acada um tinha o seu desenho próprio, tanto no corpo quanto nos pés, ao riscar o chão de poesias ao som do canto e ritmo da Tabajara do Samba.
 
O público, extasiado pelo espetáculo, só poderia ter uma reação, senão aplaudi-los!
 
Segue relação de nomes de alguns desses grandes artistas do passado:
 
Claudionor, Tijolo, Gerônimo, Bibil, Texta, Aroldo. Bambolê, Valério, Gilsinho, Miltom Cebola, Jorginho etc
 
E elas, Nega Pelé, Maria lata Dágua, Marlene, Iva, Ilma, Cacilda, Irene, Gloria, Saracura, Sagramor, Nilzete, Dalva, Nivea. etc.
 
Hoje, apesar das transformações que houve no desfile,que teve como consequência o aumento da velocidade do samba, os grandiosos passistas da Portela tem sua grande importância, no desfile, da azul e branco de Oswaldo Cruz.  Esses jovens da maravilhosa ala de passistas, são coordenados pelos passistas Nilce Fran e Valci Pelé, ganhadores do estandarte de ouro no carnaval de 2012.
 
Nilce Fran e Valci Pelé,com a vasta experiência que possuem,adquirido pelo longo tempo em que desfilam, garimpam estes grandes artistas. Treinam todos, para que estejam aptos a serem aplaudidos pelo grande público .
 
 
Damasceno
 
Quando ali mostram, que através dos pés e movimentos do corpo, esses jovens e talentosos passistas, parecem que estão flutuando nas ondas da melodia, em sintonia com a harmonia do samba, como fazia o grande passista e mestre CLAUDIONOR da Portela!               

Gilberto Gil, Aquele abraço! Parabéns! (29/06/2013)


quarta-feira, 26 de junho de 2013

terça-feira, 25 de junho de 2013

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Vinícius



CPB: Nome e idade. 
 
Vinicius Ferreira Silva, 27 anos.
 
CPB: Fale um pouco sobre você! 
 
Vinícius: Sou nascido e criado no subúrbio carioca, em Guadalupe e Marechal, amante do carnaval carioca e do samba e suas vertentes.
 
CPB: Como você chegou à ala de compositores mais importante do mundo do samba? 
 
Vinícius: Sempre fui músico e compositor, e mostrava a minha vontade de compor para escolas de samba a quem quisesse, mas na verdade acredito que havia certo tipo de preconceito pela minha pouca idade e nenhuma experiência em disputas de samba. até que um amigo em comum da minha família e da família do Neyzinho do Cavaco, Valdir, fez questão de me apresentar a parceria do Neyzynho, e daí rolou um respeito e uma cumplicidade entre nós a ponto de levar meu primeiro samba à final na disputa para o ano de 2010.
 
CPB: Desde quando você compõe? 
 
Vinícius: Estudei música com o apoio do meu pai, e desde que comecei a tocar na noite, ainda muito novo (13 anos) tive o incentivo total dos meus pais e família, e principalmente de um tio, que também vem a ser meu padrinho, devaldo ferreira (defé) e sempre foi envolvido com o samba, me presenteou com um cavaquinho, e foi meu primeiro parceiro musical.
 
CPB: O que você falaria para um compositor que está chegando agora à PORTELA?
 
Vinícius: Fui muito bem recebido na ala, principalmente pelos mais experientes. quando cheguei fiquei um pouco intimidado, pois sem dúvida a ala de compositores da portela é um celeiro de personalidades, compositores que ouvi a vida inteira e sempre admirei, mas percebi depois que o respeito faz parte da sabedoria que todos eles carregam, e hoje sou uma gota procurando espaço nesse mar de poetas. portanto, o que digo é: seja bem vindo!
 
CPB: Qual(is) o(s) seu(s) ídolo(s) dentro do mundo do samba? 
 
Vinícius: No certo, teria que responder todos. sou fã de quem faz bem ao samba, e faz samba bom, no entanto acredito que aqueles que crescemos ouvindo tem lugar cativo em nosso coração... Fundo de Quintal, Jorge Aragão, Noca da PORTELA, Paulinho da Viola, Silas de Oliveira, Luiz Carlos da Vila, Beto sem braço, Candeia, e Paulo da PORTELA por todo bem que ele fez ao samba.
 
CPB: Conte-nos um pouco de sua experiência no samba! 
 
Como já comentei comecei no samba enredo a pouco tempo(2009 para 2010), porém tem sido constante a minha presença nas disputas da portela, final em 2010, semi-final em 2011 e final novamente na última disputa inclusive em outras escolas. sentindo também o gosto de algumas finas, como foi na Inocentes de Belford Roxo, Renascer de Jacarépagua e um campeonato na Vila Santa Teresa, acesso b.
 
CPB: O que é ser PORTELA?
 
Vinícius: Ser portela é admirar, respeitar, se comover, sentir, ter esperança, entender, amar, chorar e sorrir.
 
CPB: Você tem algum sonho como compositor? qual? 
 
Vinícius: Ser campeão na PORTELA principalmente, também em outras agremiações, ganhar um estandarte de ouro e ter outras composições gravadas por artistas do mundo do samba e mpb em geral. no fim, acho que o que todo compositor quer é ser reconhecido.
 
Obs: Vinícius também integra o Grupo Jaqueira.
 
O COMPOSITORES DA PORTELA BLOG agradece sua participação!

Paulo da PORTELA (Este mundo é uma roleta)


 
Este mundo é uma roleta
Paulo da PORTELA e Monarco
Canta:  Casquinha e Velha Guarda da PORTELA

PORTELA é BRASIL!

Marquinhos Diniz

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Paulo da PORTELA (Cantar para não chorar)

Cantar para não chorar
Paulo da Portela / Heitor
Interprete: Carlos Galhardo

COMPOSITORES DA PORTELA

O COMPOSITORES DA PORTELA BLOG indica a todos os Compositores Portelenses um canal de divulgação de seus trabalhos!  O Projeto PORTO ABERTO!





Regras do Porto Aberto para Compositores 

Compositor, seja muito bem-vindo ao Porto Aberto, o Encontro da Música Autoral.  O projeto acontece todas as segundas-feiras no período de Novembro de 2012 a Julho de 2013 na Sala Baden Powell no horário das 18h30 às 21h30.

Você pode participar de duas maneiras: 
1. No local, na hora do evento
Na bilheteria da Sala Baden Powell, você informa que irá apresentar uma música e receberá um cartão de inscrição, que deve ser validado pela produtora que ficará com um computador localizado em frente ao palco. Caso você queira ser acompanhado pela banda Porto Aberto, deverá levar a cifra da música que será apresentada. Temos um violão à disposição do compositor.
A inscrição acontece no próprio evento. A cada noite serão distribuídas 20 senhas a partir das 18h30. O compositor poderá escolher em que ordem deseja se apresentar de acordo com as senhas que estiverem disponíveis.
O objetivo do Porto Aberto é que se apresentem 20 compositores a cada noite, porém a apresentação dos que pegaram as senhas 17, 18, 19 e 20 está condicionada ao desenrolar das apresentações, trocas de palco e eventuais imprevistos. Por isso não podemos garantir que os últimos números se apresentarão. 
2. Através do e-mail: portoaberto2012@gmail.com
Você deverá enviar para esse e-mail uma gravação e a cifra da música que pretende apresentar, informando se vai tocar algum instrumento, até sexta-feira às 12h. Esse procedimento só é necessário se você quiser ser acompanhado pela banda Porto Aberto, que poderá ensaiar sua música antes do evento. O envio da cifra é OBRIGATÓRIO, sem a cifra não poderá contar com o acompanhamento da banda.
ATENÇÃO: O envio da gravação e da cifra não garante a sua participação no Porto Aberto. A inscrição acontece no próprio evento. A cada noite serão distribuídas 20 senhas a partir das 18h30. O compositor poderá escolher em que ordem deseja se apresentar de acordo com as senhas que estiverem disponíveis.
O objetivo do Porto Aberto é que se apresentem 20 compositores a cada noite, porém a apresentação dos que pegaram as senhas 17, 18, 19 e 20 está condicionada ao desenrolar das apresentações, trocas de palco e eventuais imprevistos. Por isso não podemos garantir que os últimos números se apresentarão.
IMPORTANTE
CADA COMPOSITOR SÓ PODERÁ APRESENTAR UMA MÚSICA POR SEMANA (com ou sem parceria). Se você quiser mostrar mais músicas, o Porto Aberto terá muito prazer em receber você todas as segundas-feiras de evento.
O Porto Aberto é um encontro para receber compositores e suas canções. NÃO RECEBEMOS BANDAS.
A música pode ser cantada por um intérprete, mas SÓ SERÃO PERMITIDOS NO PALCO UM CANTOR MAIS UMA PESSOA PLUGADA/MICROFONADA, e o compositor PRECISA estar presente para defender sua canção, seja subindo ao palco ou assistindo o intérprete. 

Paulo da PORTELA (Paulicéia)


 
Paulicéia (Paulo da PORTELA e Cartola)

quarta-feira, 19 de junho de 2013

PORTELA 2014

Carnaval 2014
 
A Majestade do Samba terá como par no sorteio de desfile a Mangueira!
 
Ontem a Liga Independente das Escolas de Samba definiu os pares para o sorteio da ordem de desfile do Grupo Especial 2014. O evento será no dia 8 de julho, na Cidade do Samba, apenas para convidados.
 
Houve alteração no regulamento. No Carnaval de 2014, as agremiações cuja posição no desfile seja ímpar (1ª, 3ª e 5ª) farão suas concentrações no lado dos Correios, cabendo às escolas pares (2ª, 4ª e 6ª) se concentrarem no lado do edifício Balança Mas Não Cai.
 
Confira os pares para o sorteio
 
Mangueira / PORTELA
Vila Isabel / Beija-Flor de Nilópolis
Unidos da Tijuca / Salgueiro
Imperatriz / Grande Rio
União da Ilha / São Clemente
 
Lembrando que, por regulamento, Império da Tijuca (campeã da Série A em 2013) e Mocidade Independente de Padre Miguel (11ª colocada no Grupo Especial em 2013) têm suas posições definidas previamente, abrindo, respectivamente, as apresentações de domingo de Carnaval (2 de março) e segunda-feira de Carnaval (3 de março).

Luis Carlos Magalhães



 Entrevista com o Diretor Cultural da PORTELA

CPB: Nome e idade?
 
Luis Carlos Magalhães. Tenho mais de sessenta. E não fiz este ano, não...
 
CPB: Fale um pouco sobre você.
 
Sou carioca, advogado, 3 filhos (sendo um de 2 anos), tricolor, menino de zona norte (Lins de Vasconcelos), estudante do Pedro II, filho de mãe supercarnavalesca, influenciado pelos carnavais da Unidos do Cabuçu e do carnaval de rua de Vila Isabel onde morava a família de meu pai. Tenho o coração multifacetado em relação às escolas. A Unidos do Cabuçu, minha formação, meus amigos do morro e do futebol iam lá em minha casa mostrar a fantasia pra minha mãe. Os passistas fantásticos. A Mangueira era a escola grande mais próxima de minha casa. Podíamos até voltar a pé em uma época em que, por ali, todo mundo era Mangueira. E a Portela que foi me conquistando ao longo da vida, de minha maturidade como homem, por sua história, por seus líderes, seus compositores E ainda tinha a Vila, o Império e o Salgueiro, que frequentávamos muito. Mas nunca me interessei por fazer algo mais sério no universo do samba e do carnaval. Só mais tarde, já formado, fui procurador da Caixa Econômica Estadual de São Paulo, conhecendo profundamente o interior de São Paulo pude perceber e vivenciar a força que tinha o samba carioca. Mas foi o livro da Marília Barbosa e Ligia Santos sobre o Paulo da Portela e os discos gravados por Cristina Buarque e os sambas de Monarco falando do Paulo que me tornaram Portelense. Nunca pretendi e nem procurei ser diretor do Depto Cultural. Só aceitei quando soube que a PORTELAWEB e as torcidas aprovaram e indicaram meu nome e sabendo que Monarco abençoou meu nome.
 
CPB: Como portelense, como você está vendo este novo momento portelense?
 
Acho que é um dos momentos mais importantes em uma história repleta de momentos importantes. A escola vivia um momento tão negativo que se a situação perdurasse a crise, a ruptura seria inevitável. Era o confronto claro entre a Portela dos portelenses e a Portela aprisionada por um colégio eleitoral diminuto que em momento nenhum a representou. Do futuro nada sabemos, mas o que vemos é a atual direção fazer tudo certo, com a melhor das intenções. Uma diretoria com membros que amam a escola e dispostos a dar grande parte de suas energias para trazer de volta a Portela de seus melhores dias. O dia da vitória e a primeira feijoada podem ser inscritos entre os mais vibrantes dias de nossa escola.
 
CPB: Fale de sua experiência no mundo do samba.
 
Eu jogava futebol bem, quando criança. Morava em um lugar cercado de morros: Morro do Amor, Encontro, Barro Preto, Barro Vermelho, Árvore Seca, Cachoeirinha e Cachoeira Grande. Meu pai era funcionário público e morávamos em um conjunto de classe média. Eu tinha muito contato com meninos negros e tinha uma segunda família ali no local, também negra. Meu pai era do Partido Comunista e tinha também grande identidade social e cultural com negros. E uma mãe foliona do carnaval, aí foi um pulo. Desfilei algumas vezes pela Cabuçu também. Só consegui ser campeão uma vez com a Mangueira de Chico Buarque, acho que em 1998. Frequentei muitos ensaios, muitas disputas de sambas-enredo, me apaixonei algumas vezes por aquelas garotinhas de classe média que começavam a frequentar o Salgueiro no Clube Maxwell. Muitos, mas muitos mesmo, momentos de alegria no RENASCENÇA ao tempo em que morava fora do Rio. Ali era o único lugar em que podíamos em um único sábado ouvir todos os sambas vencedores, de todas as escolas. Hoje isto é comum, mas naquele tempo não era. Depois morei fora do Rio muito tempo. Quando voltei me meti em produção. Fiz um show no Centro Cultural Carioca com Camunguelo e Vó Maria, viúva do Donga; fiz um chamado “MULHERES CANTAM CANDEIA”, também no Centro Cultural, com Surica, Aurea Maria, ambas da nossa Velha Guarda, e a então iniciante Teresa Cristina. E o que mais gostei foi um espetáculo com os antigos casais de mestres-sala e porta-bandeiras, com narração de Haroldo Costa e sambas cantados por Rixa. Foi a única vez que Vilma dançou com Delegado. Delegado com Dodô; Delegado com Selminha ente outros casais.
 
Na época do centenário do Paulo da Portela fizemos um filme “SEU NOME NÃO CAIU NO ESQUECIMENTO” com Manoel Dionísio no papel principal. Participações de Tinhorão, Sergio Cabral, Paulinho da Viola, D. Neném do seu Manacéa, Monarco, seu Jair,Cristina Buarque,Marquinhos de O. Cruz, Teresa Cristina, Dorina, Velha Guarda, narrado por Haroldo Costa, direção de Dermeval Neto, produção minha e de João Baptista Vargens, com consultoria de Carlos Monte, Marília Barboza, Ligia Santos. Ali tem a última entrevista dada por seu Armando Santos e foi dada a mim pouco antes de sua morte. Refizemos o túmulo abandonado do Paulo no cemitério de Irajá, com mármore preto e a inscrição na lápide: “AQUI JAZ O MAIOR DE TODOS OS BAMBAS”. Toda a dignidade que merecia.
 
Participei intensamente como coordenador de um movimento pela revitalização dos blocos da Avenida Rio Branco. Fortalecimento do Cacique, do Bafo, Clube do Samba, Bola Preta e tantos outros, inclusive o renascimento do Bohêmios de Irajá que estava sem sair havia dez anos. Também nos primeiros carnavais do “Rancho Flor do Sereno” lá do BIP iniciativa do Alfredinho e do Elton Medeiros. Como folião participei do momento de renascimento dos blocos da cidade integrando o bloco MIS A MIS de Marília Barbosa. Participei da equipe de produção das rodas de samba do Museu Da Imagem e do Som, produzidas por Marília Barbosa. Participei por mais de dez anos da equipe de produção do Pagode do Trem de Marquinho de Osvaldo Cruz.

Comecei a ser convidado a participar de programas de rádio de Miro Ribeiro e João Estevan. Tive, e ainda tenho, um programa na rádio MEC exclusivamente sobre blocos de carnaval, pioneiríssimo, desde 2001. Faço discos-piratas-do-bem em casa reunindo obras desprezadas pela discografia oficial e pelo mercado. Coletâneas sobre as obras de Paulo da Portela e Walter Rosa, só para ficar com os Portelenses. Depois fui convidado para ser colunista no site de carnaval do jornal O DIA, com a coluna Memória da Folia, no ODIANAFOLIA. Dali fui para o SRZD e de lá para o www.carnavalesco.com.br onde estou até hoje. Participo como convidado de debates na rádio Globo e no Programa Madrugada na Globo como radialista Robson Aldir. Hoje integro o time da equipe de carnaval da Radio Tupi comandada por Eugênio Leal. Sou ainda colunista da revista ROTEIRO DOS DESFILES, com a coluna PETELECOTECOS DA FOLIA e da Revista do prêmio PLUMAS E PAETÊS. E ainda fui e sou professor de cursos voltados para o carnaval em nível de pós-graduação.
 
CPB: Qual(is) o(s) seu(s) ídolo(s), no Samba?

Acho que Cartola é o Pelé do samba. E o Nelson Cavaquinho o Garrincha. Mas meu ídolo maior é Paulo da Portela, o maior de todos os bambas. Monarco adora contar o que Cartola sempre lhe dizia: “Eu (Cartola) fiz muito pelo samba e pela Mangueira, mas Paulo fez por todos nós”. E como referência de intelectuais tenho Tinhorão, Sergio Cabral e Marília Barbosa.

Como lideranças são, além de Paulo, Natal, Lino Manoel dos Reis, (o mais injustiçado), Mano Elói, Hilário Jovino e Ciata, Heitor, Saturnino (pai da Neuma), Candeia. Toda a turma do Estácio e, fora do carnaval, o insuperável Noel Rosa. Dos que estão vivos são Monarco, Paulinho da Viola e Cristina Buarque.
 
CPB: Defina o que é ser Diretor Cultural, sua importância num todo para a Escola.
 
Esta resposta vale para esta e para a pergunta seguinte. Eu tenho a visão de que no universo do samba, de sua formação e desenvolvimento, a Portela é a Grécia, desenvolveu e desempenhou idêntico papel que a Grécia para a história da humanidade. A Mangueira é formidável, insuperável em alguns aspectos e seu papel é importantíssimo. Assim o Império e o Salgueiro, mas a Portela é a Grécia. Os Portelenses do passado sabem disso; os de minha geração muitos sabem. Nosso papel como depto cultural é mostrar isto aos novos Portelenses e aos sambistas em geral que não sabem. E não vai aí nenhuma arrogância, juro que não. Cada escola tem sua história que é a mais linda e a mais importante segundo a paixão de cada um. É isto que revigora os desfiles. Nosso papel, no entanto é outro, repito, sem nenhuma arrogância. Acho que a Portela está longe de ser uma escola que protagonize o carnaval hoje, este espaço do protagonismo é tarefa para o presente e para o futuro, e nossa diretoria já está cuidando disso. O Depto cultural tem que mostrar a Grécia que somos. Os projetos, todos serão nesse sentido, nessa direção.
 
CPB: A PORTELA completou 90 anos de existência, possui uma história de glórias! Existe algum projeto para mostrar tal importância?
 
...

CPB: Você pensa em parceria para poder desempenhar sua função na PORTELA?
 
Todas, nestes primeiros dias temos a parceria interna da PORTELAWEB, que já tem um enorme acervo de primeiríssima, temos já parceria com a UERJ, inclusive com um projeto já em curso, parceria com o Parque de Madureira, além de parcerias com pessoas como Rildo Hora que é hoje o produtor mais festejado do samba, parceria com Alfredo Galhões, músico da banda do Zeca Pagodinho, alem de Paulinho da Viola que mostrou grande entusiasmo na feijoada, Marília Barbosa, biógrafa de Paulo da Portela, e João Baptista Vargens, biógrafo de Candeia, de Monarco e da Velha Guarda.
 
CPB: Para você, o que é ser PORTELA?
 
Ser Portela é ter o orgulho maior de ser Portela. É desfilar, é passear nos ensaios técnicos, é receber amigos na feijoada com a autoestima tão alta como o alcance do voo da águia. Sem empáfia, sem arrogância...mas com a autoestima que muito Portelense estava perdendo de tanto que era zoado. Ser Portela é vestir seu filho de Portelense no desfile dos Timoneiros. É cantar os sambas do Chico Santana, do Manacéa, do Alvarenga, do Candeia, do seu Jair, do seu Argemiro e tantos outros orgulhosos de que nossa escola é muito maior que um desfile de carnaval. Mostrar que samba é uma coisa e carnaval é outra, e que somos bons em tudo. É ficar arrepiado quando lemos na quadra que (...) aqui deu frutos...), ouvir no esquenta que (...) A majestade do samba, chegou, chegou (...).
 
CPB: Dentro do Mundo do Samba, você tem algum sonho?
 
Muito maior que ver a Portela campeã, é ver a Portela exibir nos desfiles seus fundamentos, desfilar com cada um de seus componentes dizendo assim: “aqui é uma escola de samba; aqui estamos cantando e dançando o samba...a história de nossas próprias vidas, de nossos pais, nossos avós, nossos filhos e netos”. Ver a escola exibindo seus passistas, suas incomparáveis porta-bandeiras, sua bateria formidável sempre e, tão importante quanto: continuar sendo insuperável em cada uma das rodas de samba do Brasil afora, com seus sambas das novas e das antigas gerações.
 
CPB: O que você espera desta nova PORTELA para 2014?
 
Que ela seja absolutamente fiel às propostas que levou aos Portelenses. Que continue sempre a trilhar esse caminho que escolheu. Que cosiga sanear as finanças da escola, ganhar muitos carnavais e, o mais importante, mostrar que a Portela está além do carnaval, que é muito mais que uma escola-de- samba-que-só-desfila. Que é a majestade do samba.
 
O COMPOSITORES DA PORTELA BLOG agradece sua participação!

Paulo da PORTELA - Chorou madureira (1949)



Compositores:Haroldo Lobo e Milton de Oliveira
Interprete:Araci de Almeida

terça-feira, 18 de junho de 2013

Eunice

 
Eunice foi uma das mais importantes pastoras da PORTELA, integrante por muitos anos de nossa Velha Guarda!
 
A data oficial de aniversário da querida pastora é dia 24/06, mas celebraremos seus 93 anos no Portelão, no dia 29/06.

"Portela é uma agremiação de cidadãos, cidadãos de responsabilidade, de bom caráter, que sabem conviver uns com os outros, principalmente com as outras escolas." diz Eunice.

Será servido macarrão com frango a R$ 10,00 o prato e o bar da quadra funcionará normalmente.

Ingresso: R$ 10,00
Produção: Áurea Alves e Régia Macêdo

Diogo Nogueira e Leandro Fregonesi


Monarco (Porto Aberto)


Noca da PORTELA (Volta as disputas)

Noca da Portela

 
Noca, compositor de primeira linha da Majestade do Samba está de volta!
 
Depois de cinco anos sem concorrer à disputa de samba enredo, Noca da Portela vai voltar a compor para a azul e branco, de Oswaldo Cruz, este ano.

O compositor vai sugerir que uma das alas da escola faça homenagem à Banda de Ipanema no enredo "Um Rio de Mar a Mar: do Valongo à Glória de São Sebastião".

Monarco

PAULO DA PORTELA (Foto)


SALVE PAULO DA PORTELA!
O ETERNO LÍDER PORTELENSE
(18/06/1901 - 30/01/1949)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Monarco

 
Monarco, nobre Mestre Portelense, foi eleito o melhor cantor de samba no último Prêmio da Música Brasileira!
 
Foi pilar fundamental para a mudança que houve a pouco na Escola de Oswaldo Cruz:
 
— Essa alegria não é só minha, está estampada nos rostos das pessoas. Dos portelenses e não portelenses. Agora a Portela vai voltar a ter o espírito dos anos 50 e 60, quando a quadra era um ponto de encontro e a opinião de um portelense era levada em conta. Na feijoada da vitória, havia mais de 5 mil pessoas na quadra, do lado de fora, na Rua Clara Nunes — diz Monarco.

— Quando o Carlinhos saiu, em 2004, entrou o Nilo (Figueiredo). Eu não apoiei porque me lembrei que o Natal não o apoiou em 1970. E ele sabia o que era bom para a Portela.
 
Como memória viva da agremiação, Monarco lembra:

— Lugar de portelense é na Portela. Candeia criou uma outra escola, a Quilombo, mas como protesto às mudanças do carnaval. Nunca para disputar títulos com a Portela.
 
Quanto ao celeiro de bambas menciona:

— A Portela vem de dois sambas excelentes, mas muitas vezes o pior ganhou por questões políticas.
 
Líder da melhor Velha Guarda do Mundo do Samba, pede atenção:

— Perdemos peças importantes nos últimos anos como o Argemiro, o Jair, a Doca. O Casquinha teve que se afastar, o Cabelinho teve problemas de saúde. Não temos peças de reposição. Alguma hora a Velha Guarda vai acabar.


O samba não pode parar:

— A grande comemoração será uma festa na quadra com a velha guarda e portelenses de todas as gerações. Para começar, já convoquei Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho. O grande Rufino, quando perguntado sobre a fundação da Portela, dizia: ”a Portela não foi fundada, ela nasceu com a graça do Divino Espírito Santo”. Acho que tudo isso que está acontecendo é obra dele mesmo — festeja.

domingo, 16 de junho de 2013

Momento

 
Da esquerda para direita, Doca, Altair, Alvaiade, Argemiro, Marília Barboza, Lonato, Chico Santana, Eunice e Olímpio.  Agachados, Rufino, Nei Lopes e Osmar do Cavaco.

Wilson Moreira





 
Liceu de Artes e Ofícios (SP) - 15/06/2013

sexta-feira, 14 de junho de 2013

COMPOSITORES DA PORTELA


PORTELA 2014 - Sinopse

''Um Rio de mar a mar: do Valongo à glória de São Sebastião''

Hoje, a nossa alma canta.

E esse canto ecoa forte e faz a Águia da Portela voar. Com versos de Jobim, Rio que se mostra sorrindo: prova de amor que encerra ''seu céu, seu mar sem fim''.

E como onda que avança na maré cheia, invade. Vai e vem no fluxo e refluxo da história incessante a se transformar. Um canal que se abre e transborda em um Rio, que nos carrega, que começa e termina no mar.

Rio de janeiro, de fevereiro e março, carnaval!

De Estácio de Sá e Aimberê, guerreiro uruçumirim. De luta e invasão a se tornar casa de branco ''carioca'', de um povo que flechado de amor se rende e se reinventa à glória de São Sebastião.

Rio azul que passa em nossas vidas, a passar. Passado, presente e futuro. Onde o nosso coração se deixa levar. Rio de história que, de mar a mar, nos conta, como contas que nos unem num colar. Rio de fato que nos ata ao porto de suor e sangue, do banzo de Benim, Angola e Congo nos elos da corrente do Cais do Valongo. Da África que veio pro lado de cá.

Rio, rua e boulevard!  Abre-se de cima a baixo e bota abaixo becos, vielas e cortiços, para do ''lixo'' ao luxo se transformar. Rio que nasce e cresce audaz. Rio que se refaz e alcança a bela época. Rio jardim de França, Rio a beira mar: desfila glamour e elegância.

Rio que se ergue monumental, eclética escultura a esboçar a sua vocação, fina estampa de jornais e revistas. Rio em cena: ao abrir do pano a orquestra do dia a dia, ópera do cotidiano, capital da arte e da cultura.

Rio que ri, canta e sonha nas ondas do rádio. Divas, reis e rainhas, vozes que embalam a fantasia da festa tradicional. Rio vivo, via que fervilha.

Rio que abre-alas pra folia. Sorrio no Rio de alegria, por onde desfila o carnaval.

Rio que se espraia na praça e onde o povo se encontra, se abraça e, na tela, se projeta em sonhos e emoções. Rio de estrelas, de luz, câmera e ação. Rio em festa a brindar a vida, a esquecer da lida, na dança das ilusões.

Rio que marcha revolto, de águas passadas, das chibatas a lavar a alma de seus heróis.

Rio que é voz de um povo que quer livre e feliz. Rio de chumbo vai ''caminhando e cantando e seguindo a canção'', na luta e conquista, caras pintadas, 100 mil na pista. Bravo ''coração de estudante'' a mudar um país.

Rio a correr e a recuperar o tempo perdido. Rio aguerrido a enfrentar o presente. Desafio de um povo, da gente do Rio, superação. Rio que se levanta a vai em frente, à frente do tempo, desfaz e faz. Rio vida que segue em seu vai e vem, Rio branco de paz.

Rio, correnteza afã, ida, vinda e volta, ponto de partida para a chegada do futuro. Rio Mar, na onda da arte de construir o amanhã. Rio porto aberto, de mar a mar para o que vier, para quem quiser chegar e amar.

Rio que abre o coração, cor de maravilha.

Rio de amor que se eterniza quando acolhe, aquece, abençoa e batiza as águas da Praça com as águas sagradas da Guanabara.

Seu povo em procissão:

Rufam os tambores da Portela à Gloria de São Sebastião.

Alexandre Louzada
Carnavalesco

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Majestade do Samba


Baianas da PORTELA (Ensaio 2006)
 
Veja no Majestade do Samba como foi a performance do Ensaio da  PORTELA para 2006!

Monarco

PARABÉNS MESTRE MONARCO
MELHOR CANTOR DA CATEGORIA SAMBA
PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA 2013
 
Monarco entre os convidados
 
Nelson Sargento ao lado de Monarco, que ganhou prêmio de melhor cantor na categoria samba Foto: Fabio Rossi / Agência O Globo
 
Nelson Sargento, Monarco e Alcione, que venceu como melhor cantora na categoria samba Foto: Fabio Rossi / Agência O Globo